I N F E L I S M E N T E
Ana Rosa em 16/07/2013
Se o tempo voltasse atrás
nem que fosse pouco tempo
Abril de 2013
Seria o suficiente
Eu teria evitado
O que hoje maltrata a gente
Teria tocado bem mais
Cantado as musica mais belas
Comprado muita cachaça
Assado carne na grelha
Teria feito mais folia
Convidado a visinhança
Esbanjado alegria
Isso eu tinha em abundãncia
Teria contado piadas
Inventado alguns repentes
Teria abraçado e beijado
E tudo seria diferente
Não teria permitido
Que alguém dali se afastasse
Teria tirado os móveis
Que o povo ali mesmo dancasse
Faria tudo como outrora
Era feito por aqui
Todo mundo era de casa
E a gente vivia a sorrir
Era eterna alegria
E nossa vida era assim
Que nos sirva de lição
Tudo o que aconteceu
Tinhamos tudo nas mãos
Tudo devemos a Deus
Mas lembrar de agradecer
Ninguem se lembrava não
Amanhecia e anoitecia
Como se não pisasse o chão
Nem caia na real
Vivendo de ilusão
Sem saber valorizar
O poder da criação
O verdadeiro valor
Que a vida oferece
Deus nos deu até bem maisDo que a gente merece
Muitas queixas e lamentos
De vez em quando escutava
De gente que tinha tudo
Nada nada a lhe faltava
Sem ter do que se queixava
Via gente a chorar sem
Saber porque chorava
Uma tal de depressão
É o nome que se dar
Pra mim seria ingratidão
Assim devia se chamar
Pois basta não ter o que quer
Homem menino e mulher
Pra essa doença pegar
E assim nem Deus sabe mais
Como agradar neste mundo
Talvez por isso sofremos
Este sofrer tão profundo
Essa dor tão dolorida
Da perca do nosso irmão
Angustia a nossa alma
Dilascera o coração
Porque tinha que acontecer
Perder alguém tão querido
Pra começar compreender
Será isso um castigo?
Eu sempre ouvia falar
Nosso pai mesmo dizia
Quem não ouvia conselho
Pancada bem merecia
Quem não quer por bem seguir
Vai ter que seguir por mal
Tudo ditado do povo
Experiencia fatal
Seguro morreu de velho
Entrou vai ter que sair
Pra tudo na vida tem jeito
Mas Deus não vai permitir
Que os cinco meses passados
Voltasse como pedi
Já pensou se isso
fosse
Um horrível
pesadelo
Que eu acordasse
agora
Agarrada ao
travesseiro
Mesmo aos prantos
chorando
Tudo doendo em mim
Mesmo assim saia
correndo
Gritando a
felicidade
De ter acordado em
fim
De toda essa
crueldade
Atravessaria o
açude
Carrendo eu
chegava lá
Abraçaria o
Albeci
Pra nunca mais lhe
soltar
Pedia perdão de
joelhos
Pelos prantos que
chorei
Nem contava o
pesadelo
Para não sofrer
outra vez
Só falaria de
amor
De música e
alegria
Iria pegar o
teclado
Fazer de novo
folia
Cantar muito
vanerão
O Fandango da
Berenice
Eu cantaria pra
ele
Se de novo ele
pedisse
Beberia outra cachaça
Pra gente comemorar
A vida a paz o amor
E todo que a vida dá
Agora sim vou
dizer
Pra o nosso
amadurecer
Que a gente só da
valor
Quando começa a
perder...
INFELISMETE!!!
Legal!
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